Cooperativismo fortalece a agricultura familiar

Comissão de Agropecuária conhece resultados de programa do Governo do Estado que estimula organização de pequenos produtores rurais
A Comissão de Agropecuária debateu os avanços e desafios do Programa Estadual de Cooperativismo da Agricultura Familiar. Foto: Willian Dias/ALMG
quarta-feira, 10 julho, 2024

O cooperativismo é um importante instrumento para fortalecer a agricultura familiar. Esta foi a opinião unânime dos participantes da reunião realizada pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (10/7/24). 

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião

A audiência foi convocada a pedido do deputado Antonio Carlos Arantes (PL) para debater o Programa Estadual de Cooperativismo da Agricultura Familiar (Cooperaf-MG). Instituída em 2020, a iniciativa do Governo do Estado planeja e executa ações voltadas para o fortalecimento de pequenos produtores rurais e agroindústrias familiares.

O programa já realizou um seminário virtual e um encontro de agricultores familiares com cooperativas de crédito, conforme informou o superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Secretaria de Estado de Agricultura, Gilson de Assis Sales. 

Por meio de emenda ao Orçamento do Estado apresentada no processo de discussão participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), foram destinados recursos para a aquisição de uma câmara de climatização de frutas e de uma frota de caminhões para o transporte da produção até São Paulo.

Segundo Gilson de Assis Sales, a iniciativa beneficiou 2 mil cooperados de 20 cooperativas, possibilitando uma economia mensal de R$ 42,7 mil mensais com frete e climatização terceirizada. Com isso, o número de entregas para o Programa Nacional de Alimentação Escolar aumentou 30%.

Para 2024, estão programadas a construção de um centro de distribuição de alimentos, a aquisição de máquinas e equipamentos e a contratação de assistência técnica para agricultores familiares organizados em cooperativas. 

O resultado do trabalho da União das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) também ilustra a importância do cooperativismo para os pequenos produtores rurais. A entidade, que desenvolve um trabalho de empoderamento da agricultura familiar, tem duas marcas – De Origem e Grão Mineiro – de produtos como leite, mel, café, feijão e farinha de mandioca.

De acordo com o representante da Unicafes, Getúlio Gomes Vieira, em 2023 foram fechados contratos de vendas institucionais de quase R$ 12,2 milhões. Para 2024, entre vendas institucionais e privadas, a meta é comercializar R$ 19,7 milhões. 

Para crescer ainda mais, as cooperativas de agricultores familiares precisam superar desafios como a falta de assistência técnica e de capital de giro, dificuldades com a regularização sanitária das agroindústrias e com a gestão dos empreendimentos e o acesso aos mercados consumidores.

Na avaliação do diretor de Política Agrícola e Cooperativismo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaemg), Marcos Vinícius Dias Nunes, uma grande dificuldade é a formalização das cooperativas. Conforme ele explicou, a maioria das agroindústrias familiares são formadas por grupos de 10 a 15 pessoas, que precisam de suporte para regularizar seus negócios.

Deputados destacam trabalho do Governo do Estado

O deputado Antonio Carlos Arantes destacou a importância da agricultura familiar, especialmente para o fornecimento de produtos para a alimentação escolar. Ele ressaltou que esse setor produtivo vem recebendo atenção especial do Governo do Estado.

O deputado Raul Belém (Cidadania) também elogiou o Governo do Estado e destacou a importância do Cooperaf-MG. “Já temos números que saltam aos olhos, e o potencial para agregar valor aos produtos da agricultura familiar é enorme”, afirmou.

Por sua vez, o deputado Leleco Pimentel (PT) defendeu o fortalecimento do cooperativismo. “Estamos debatendo autonomia de gestão e soberania. Precisamos de um processo de formação constante, que nos permita mudar a chaga da colonização, que nos negou o cooperativismo”, disse.

Com informações do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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