Neste 21 de março comemora-se o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé e o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Para lembrar a data, um evento foi promovido pelo Departamento de Cultura por meio da gerencia de Promoção Cultural e Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (SMCELT), para discutir temas como racismo, religiosidade de matriz africana e equidade na educação. O encontro reuniu funcionários públicos, educadores, jovens e membros da comunidade, no teatro Atiaia na tarde desta sexta-feira (21) reforçando a importância do diálogo e do combate ao racismo.
As palestras foram realizadas em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) campus Governador Valadares. A programação incluiu uma roda de conversa que abordou questões centrais como a lei de cotas e estratégias de enfrentamento ao racismo. Além disso, o evento contou com exposições de livros e materiais informativos, ampliando o acesso à informação e fomentando a conscientização.
O gerente de Promoção Cultural e Igualdade Racial, Antônio Augusto Alves, destacou a relevância do encontro, que tem o objetivo de criar um espaço de reflexão e aprendizagem contínua sobre a temática racial. "Nós periféricos, pretos, pobres, de toda a diversidade, temos que estar sempre conversando para saber dos nossos direitos, porque nós somos respeitados quando a gente conhece os nossos direitos”, disse.
Luciana Alves de Souza, agente administrativa no CEU das Artes, enfatizou a importância de eventos desse tipo para a desconstrução de preconceitos, defendendo que deveriam ser mais frequentes e amplamente divulgados, especialmente nas escolas. Para ela, combater a discriminação exige um trabalho constante de educação e sensibilização.
"Tudo que diz respeito ao preconceito tem que ser trabalhado diariamente. É como uma sementinha inserida na terra. A medida que vai crescendo, aguando, vai cultivando nas crianças e jovens para dar bons frutos. Essa é a esperança. O que importa é que esses frutos virão e para eles virem, tem que ser cultivado com boa informação", afirmou.
Admilla Nunes, educadora social da organização Rede Cidadã, levou um grupo de 30 jovens aprendizes ao evento. Ela está organizando um debate com os alunos da Rede Cidadã para o mês que vem.
“Como a igualdade racial é transversal ao trabalho que desenvolvo com os jovens, achei interessante trazê-los para participar e aprender sobre o assunto. Esse é um tema no contexto atual e proporcionando aos alunos a oportunidade de se engajarem nessa discussão”, relatou.
Um desses jovens, João Marcos, de 18 anos expressou que a igualdade racial não é um assunto frequentemente discutido, mesmo para ele como um jovem preto. Ele relata que, inclusive em ambientes como a faculdade, discussões aprofundadas sobre esse tema são raras.
"Eu acho o evento interessante e especialmente importante para os jovens, pois muitos deles podem não ter tido a oportunidade de participar de discussões semelhantes”, observou.
por Secretaria de Comunicação e Mobilização Social